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Olá pessoal,

Com muita alegria trazemos uma nova entrevista, dessa vez quem respondeu nossas perguntas foi uma das moradoras da Alivi, Tainara Araújo falará um pouco de sua doença, quais os desafios, sintomas, dificuldades e nos deixará uma mensagem de incentivo, acompanhe:

Grupo Solidary – Quando descobriu que possuía essa enfermidade?

Tainara: Descobri logo depois de completar 19 anos.

Grupo Solidary – Passou por algum constrangimento devido à enfermidade?

Tainara: Não senti nenhum constrangimento, só quando comecei a quimioterapia que cai o cabelo e eu enquanto pessoal fiquei chateada, mas encontrei muito apoio com minha família e superei isso.

Grupo Solidary – Como conheceu a Alivi? Como é o tratamento de seus Profissionais e Diretores?  

Tainara: Até descobri a Leucemia passei por vários diagnósticos errados. Quando descobri tive um acompanhamento multidisciplinar.

Tive várias sequelas como perda da visão e fui muito respaldada pelo Hospital Regional da minha cidade (Santarém).  

Conheci a Casa de Apoio através da Assistente Social do Hospital das Clínicas, fui acolhida com minha mãe e irmão na primeira vez e agora para o transplante a casa também apoiou minha irmã (doadora de medula) e a tia porque minha irmã é menor de idade então ela veio acompanhar.

Sem este apoio seria complicado porque não temos dinheiro para pagar uma pensão ou hotel. A Alivi oferece uma casa grande, cama, Tv, alimentação…… é uma ajuda importante para continuar o tratamento fora da nossa cidade.

Grupo Solidary – Quais são as complicações do tratamento, quais sintomas você sente?

Tainara: Já tive todas as complicações. O tratamento é longo e sofrido, vários exames, quimioterapia, radioterapia.

Os sintomas da doença é a fraqueza que confunde com tantas outras doenças.

A reação da quimioterapia é: diarreia, vômito, feridas na boca, calafrio, febre, dor nas pernas, cansaço, falta de sono, falta de apetite, existem vários e cada um sente algo ou tudo junto depende de cada pessoa. Eu não senti nada na primeira fase do tratamento, só na recaída que quase morri, acho que se não fosse à força da minha família e Deus. Agora estou 100% feliz e com o transplante estarei 1.000%.

Grupo Solidary – Além do tratamento e orientações médicas, faz ou busca algo que ajude na recuperação?

Tainara: Sempre tive muita fé em Deus e com a doença aumento mais. Tenho muito apoio da minha família e dos médicos, isso tudo ajuda na luta contra a doença.

Grupo Solidary – Muitas pessoas reclamam encontram dificuldades na vida, qual mensagem deixaria para essas pessoas?

Tainara: Nunca reclame de nada na vida, mesmo se tiver uma doença como esta. A vida é muito curta e devemos viver intensamente. As dificuldades vêm para aprendermos a nós tornar seres humanos mais perfeitos.

O Grupo Solidary agradece a moradora pela entrevista concedida e com certeza estaremos juntos no dia 29/09/2013 na ação promovida pelo Grupo Solidary…

Em nossa segunda entrevista conversamos com uma das coordenadoras da Alivi. A Sra. Lurdes Luchesi.

 

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Ela irá nos trazer mais informações sobre a Alivi, falará como se sente a frente de um trabalho tão importante, as dificuldades e nos falará sobre casos vivenciados, acompanhe:

Grupo Solidary – Descreva um pouco da Alivi, Como a conheceu? Como se tornou uma das Coordenadoras?

Lurdes: Sempre estive comprometida com filantropia, primeiro por convivência com o LIONS CLUB, onde meu pai participava com o decorrer do tempo me despertou o interesse por agir como voluntária em algum projeto, após visitar algumas instituições, me encantei com o projeto ALIVI, isso há 15 anos passados, por ser uma entidade séria, e que necessitavam de ajuda, resolvi me dedicar com mais comprometimento, iniciando um trabalho Junto a amigos, o que vem aumentado dia a dia, o que me deixa muito feliz e com vontade de continuar nessa caminhada em prol de quem precisa de nossa solidariedade.

Grupo Solidary – Qual a sensação de estar à frente de uma Instituição que visa ajudar o próximo?

Lurdes: Nestes meus 15 anos de trabalho voluntário, minha mãe achava que eu era maluca, mas respeitou minhas necessidades. Chegando à Casa da Paz a pessoa responsável falou que eu poderia ir pra escutar as histórias dos moradores. Comecei escutando um depois de algum tempo tinha 20 idosos conversando. Senti que estava ajudando de alguma maneira. Esse sentimento de fazer alguma coisa pra qualquer pessoa sempre existiu dentro de mim. Fui crescendo e o voluntariado sempre foi junto.

Grupo Solidary – Quais são as dificuldades que a Alivi encontra para realizar seu trabalho?

Lurdes: Somos uma ONG, não recebemos nenhuma verba dos órgãos públicos, recebemos exigências e regras a seguir só isso. Vivemos exclusivamente de doações, cada dia é um dia, e esta é nossa maior dificuldade, conseguir manter uma estrutura grande (4 unidades) pagando funcionários, água, luz…….

Grupo Solidary – Quais são as dificuldades que a sra como pessoa encontra? (tempo, familia, etc).

Lurdes: Cheguei num estágio que consigo administrar vida pessoal com a profissional. É um trabalho de dedicação, carinho e atenção e isso exige 24h de mim. Aprendi com o tempo, sem desligar o celular, a gerenciar e acreditar na equipe com a qual trabalho. A equipe de trabalho é essencial para a execução de qualquer atividade. Demorei a montar a equipe, mas ela existe e supre minha ausência que necessário.

Grupo Solidary – Conte-nos um ou mais casos que tenha impressionado e que carrega com você como aprendizado?

Lurdes: Olha, tanta gente passou pela Alivi, tantos casos marcam minha vida, cada um de uma maneira, uns me ajudaram a conhecer o ser humano como um ser imperfeito, até entrar na Alivi não acreditava que alguém pode queimar uma criança, violentar, espancar, excluir um ente querido por causa de doença….. Sai desta redoma de vidro que muitas pessoas se colocam e conheci o que chamo de outra sociedade, a sociedade dos excluídos, dos diferentes… Aquele para qual uma boa parte da sociedade fecha os olhos para não se comprometer.

Não citarei um caso específico, cito a ATITUDE, como algo que marcou minha vida, aprendi muito mais que recebi das pessoas internas da Alivi. Aprendi a respeitar qualquer pessoa independente do seu passado ou história que tenha vivido.

Grupo Solidary – Deixe uma mensagem para os internautas que visualizaram essa entrevista em nosso Blog.

Lurdes: Nunca julgue ninguém por sua beleza ou falta dela, por sua deficiência, por seus vícios. Se quer ajudar alguém não faço por piedade, faça sem pré-julgamentos, faça com humildade e acima de tudo com muito amor.

O Grupo Solidary agradece a Sra. Lurdes pela entrevista concedida e com certeza estaremos juntos no dia 29/09/2013 na ação promovida pelo Grupo Solidary…

Abraços!