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ENTREVISTA LURDES LUCHESI – ALIVI

Setembro 11, 2013

Em nossa segunda entrevista conversamos com uma das coordenadoras da Alivi. A Sra. Lurdes Luchesi.

 

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Ela irá nos trazer mais informações sobre a Alivi, falará como se sente a frente de um trabalho tão importante, as dificuldades e nos falará sobre casos vivenciados, acompanhe:

Grupo Solidary – Descreva um pouco da Alivi, Como a conheceu? Como se tornou uma das Coordenadoras?

Lurdes: Sempre estive comprometida com filantropia, primeiro por convivência com o LIONS CLUB, onde meu pai participava com o decorrer do tempo me despertou o interesse por agir como voluntária em algum projeto, após visitar algumas instituições, me encantei com o projeto ALIVI, isso há 15 anos passados, por ser uma entidade séria, e que necessitavam de ajuda, resolvi me dedicar com mais comprometimento, iniciando um trabalho Junto a amigos, o que vem aumentado dia a dia, o que me deixa muito feliz e com vontade de continuar nessa caminhada em prol de quem precisa de nossa solidariedade.

Grupo Solidary – Qual a sensação de estar à frente de uma Instituição que visa ajudar o próximo?

Lurdes: Nestes meus 15 anos de trabalho voluntário, minha mãe achava que eu era maluca, mas respeitou minhas necessidades. Chegando à Casa da Paz a pessoa responsável falou que eu poderia ir pra escutar as histórias dos moradores. Comecei escutando um depois de algum tempo tinha 20 idosos conversando. Senti que estava ajudando de alguma maneira. Esse sentimento de fazer alguma coisa pra qualquer pessoa sempre existiu dentro de mim. Fui crescendo e o voluntariado sempre foi junto.

Grupo Solidary – Quais são as dificuldades que a Alivi encontra para realizar seu trabalho?

Lurdes: Somos uma ONG, não recebemos nenhuma verba dos órgãos públicos, recebemos exigências e regras a seguir só isso. Vivemos exclusivamente de doações, cada dia é um dia, e esta é nossa maior dificuldade, conseguir manter uma estrutura grande (4 unidades) pagando funcionários, água, luz…….

Grupo Solidary – Quais são as dificuldades que a sra como pessoa encontra? (tempo, familia, etc).

Lurdes: Cheguei num estágio que consigo administrar vida pessoal com a profissional. É um trabalho de dedicação, carinho e atenção e isso exige 24h de mim. Aprendi com o tempo, sem desligar o celular, a gerenciar e acreditar na equipe com a qual trabalho. A equipe de trabalho é essencial para a execução de qualquer atividade. Demorei a montar a equipe, mas ela existe e supre minha ausência que necessário.

Grupo Solidary – Conte-nos um ou mais casos que tenha impressionado e que carrega com você como aprendizado?

Lurdes: Olha, tanta gente passou pela Alivi, tantos casos marcam minha vida, cada um de uma maneira, uns me ajudaram a conhecer o ser humano como um ser imperfeito, até entrar na Alivi não acreditava que alguém pode queimar uma criança, violentar, espancar, excluir um ente querido por causa de doença….. Sai desta redoma de vidro que muitas pessoas se colocam e conheci o que chamo de outra sociedade, a sociedade dos excluídos, dos diferentes… Aquele para qual uma boa parte da sociedade fecha os olhos para não se comprometer.

Não citarei um caso específico, cito a ATITUDE, como algo que marcou minha vida, aprendi muito mais que recebi das pessoas internas da Alivi. Aprendi a respeitar qualquer pessoa independente do seu passado ou história que tenha vivido.

Grupo Solidary – Deixe uma mensagem para os internautas que visualizaram essa entrevista em nosso Blog.

Lurdes: Nunca julgue ninguém por sua beleza ou falta dela, por sua deficiência, por seus vícios. Se quer ajudar alguém não faço por piedade, faça sem pré-julgamentos, faça com humildade e acima de tudo com muito amor.

O Grupo Solidary agradece a Sra. Lurdes pela entrevista concedida e com certeza estaremos juntos no dia 29/09/2013 na ação promovida pelo Grupo Solidary…

Abraços!

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5 Responses to “ENTREVISTA LURDES LUCHESI – ALIVI”

  1. Paula Says:

    Realmente o trabalho da associação ALIVI é muito bonito e nobre porém a senhora Lurdes Luchese só esqueceu de mencionar que ela é funcionária da associação e
    não voluntária como informado na entrevista!

    • Grupo Solidary Says:

      Prezada Paula, bom dia!!

      O voluntariado tem várias vertentes e interpretações, mesmo funcionária a Sra. Lurdes ao dedicar horas e momentos fora de seu expediente e aos finais de semana pode ser chamada de voluntária….

      Agradecemos seu comentário e esperamos que possa estar conosco no próximo dia 29/9/13 compartilhando a solidariedade!!!!

  2. Váleria Says:

    Para mim o voluntáriado não tem remuneração, mas um funcionário recebe pelo seu trabalho, e se faz trabalho nos seus momentos de descanso recebe por horas extras, e se isso não acontecer com certeza essa senhora irá procurar seus direitos no ministerio do trabalho, portanto não há ilusões referente ao trabalho dessa senhora boa samaritana.
    ASS. VÁLERIA

    • Grupo Solidary Says:

      Prezada Valéria, boa noite!

      O Grupo Solidary tem compromisso com a verdade e promove a Campanha Alivi com o intuito de ajudar única e exclusivamente a Instituição Alivi e não seus funcionários e dirigentes de forma pessoal.
      Sobre o Voluntariado respeitamos sua opinião e acreditamos que existam vários pontos de vista.
      Nossa missão é: ajudar quem realmente precisa independente de problemas pessoais, trabalhistas ou de qualquer outra natureza, que não acrescentam em nada em nossa Campanha e comprometimento em Ajudar.
      Esperamos que possa estar conosco no dia 29/09/2013 ás 10hs levando amor e carinho a quem realmente precisa.

      Agradecemos o contato,

      Grupo Solidary

  3. Claudete Sousa Says:

    É realmente muito fácil deixar uma doação(como um pagamento de uma parcela de culpa)que não se deseja,mas doar tempo e dedicação, é outra conversa…muitas vezes qdo se fala em HIV (apesar de toda informação) as pessoas pensam em pessoas que não tem nada a ver com elas, por isso não são culpadas, mas ninguém está aqui para julgar ninguém culpado ou inocente, anteriormente só se tinha HIV quem era drogado ou prostituta, o que não é verdade antigamente o uso da camisinha nem era tão divulgado, e nem sentíamos necessidade de nenhuma grande preocupação nem no sexo, nem em transfusões de sangue.
    Parabéns aos que vêm em seu proximo um irmão.


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